quinta-feira, 21 de abril de 2011

Escolhas...

Depois de quase seis anos morando só com a Clara no porão da minha mãe, resolvi voltar para casa dela...
Parece que não muda nada, mas não é bem assim.
Clara e Mike
É uma escolha difícil, tanto para mim quanto para Clara. É interessante perceber que ela está aprendendo que escolhas são mesmo assim: Sempre deixamos "coisas" para traz.
A maior perda da Clara é a companhia do Mike. Seu gatinho que ama de paixão e que minha mãe não admite a presença dele em sua casa.
E eu estou perdendo a oportunidade de estar na minha casa, para ir para a casa dela.  Da minha mãe...
Neste caso, eu estou largando aqui minha privacidade, meu silêncio, este espaço que é a minha cara.

Vovó Dudu (minha mamãezinha linda!)
Mas quando escolhemos, somos impulsionadas por motivos caros. E neste caso, o maior deles é compartilhar por mais tempo da presença de minha mãe (a vovó Dudu). Imagine só pela gargalhada ao lado,  a delicia que é conviver mais de pertinho com uma mulher tão especial!!!  Movida pelo coração, acho muito triste que fique sozinha em uma casa tão grande!... É uma mulher cheia de vigor, mas aos 69 anos, qualquer probleminha de saúde é motivo para alerta. Sinto vontade de curtir por mais tempo de sua doce presença.
E sendo bem pragmática, teremos uma casa mais arejada, organizada, confortável.... E os custos serão menores.
A felicidade da Clara é que vai ter um quarto só para ela. Isto a está deixando tão animada!!! Quer pintá-lo de lilás...
E assim ela vai aprendendo que a estrada da vida é mesmo assim: Cheia de bifurcações! Escolher qual é o caminho a seguir as vezes é uma tarefa árdua. O fato é que depois que seguimos em frente, não há como usar a marcha ré. Podemos até encontrar logo em frente uma outra ligação entre estes dois caminhos que nos dê a oportunidade de refazermos a escolha, mas definitivamente não é a mesma coisa se tivéssemos entrado neste caminho anteriormente.
Quando fazemos escolhas, precisamos ter a coragem de não olhar para traz. Provavelmente nunca saberemos como teria sido se fizéssemos diferente. E o melhor a fazer então, é não pensar mais nisso...





sábado, 16 de abril de 2011

Quanto tempo!

Quanta novidade desde o último post!...
Depois que resolvi (lá em 2008) acreditar que poderia ser mais realizada eu fui à luta.
Não parei mais de tomar as "cápsulas da alegria" desde então. Meu empenho profissional tem sido bem mais valorizado....
Minha Clara está feliz na  sua nova escola, depois de ter sido diagnosticada como TDAH e também estar sendo medicada. Se soubesse o quanto as coisas melhorariam para ela, teria tomado tais atitudes antes.
Culpa? De que?...
Tenho resolvido bem minhas questões. Não importa de quem é a culpa, mas como lidamos com as situações que nos deparamos em nossa vida.
Vida perfeita? Ainda não, ainda bem...
Muita pressão, correria, cansaço, sobre-peso, angustias e frustrações...
E nada daquele  príncipe encantado que nunca chegou! (Será que eu quero isto mesmo?)
Mas uma vida linda, isso sim! E é por isso que tenho este dom de sempre sorrir:
Minha sempre presente e amada família, principalmente filha, mamãe, irmãos e sobrinhos. Mas também adoráveis afilhados(as), primas, primos. tias e tios!
Clara e eu em janeiro deste ano
Como se não bastasse, existem as pessoas que viajam no mesmo vagão da vida que eu. Muitas dessas embarcaram nas últimas paradas da viagem. São novos(as) e antigos(as) amigos e amigas muito especiais.

Como não acreditar que a vida é linda?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

39 ANOS!!!

Então?!!
Chego hoje aos 39....
Com um novo visual e tudo!
Realizada por vários motivos. Penso que tenho muito para comemorar e muito que agradecer a Deus.
Se minha vida é perfeita? É óbvio que não!!!
Mas posso estar satisfeita com o que já dei conta de conquistar. Faço planos para alcançar outros resultados bacanas e tenho uma grande expectativa. E é exatamente essa esperança que me faz seguir em frente com prazer...
Quero muito mais pra mim e acredito muito que mereço.
Sei que para atingir novos patamares dessa longa escalada, é necessário que tenha algumas atitudes, que realize mais ações. Tenho consciência de que nesse último ano, deixei um pouco a desejar nesse sentido, mas creio que novos ventos têm me impulsionado nas últimas semanas e que vem uma fase mais interessante pela frente... e no mais: espero saúde e força pra dar conta de continuar na caminhada, a companhia sempre amiga da família, boas oportunidades de melhorar minha vida financeira e se não for demais um romance bem legal pra colocar um temperinho a mais...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Tudo bem agora!


Ah!!
Que bom que a vida da gente é cheia de altos e baixos!
Voltei novamente a gostar de mim mesma. É óbvio que ainda existem atitudes que preciso ter, características que precisam melhorar...
mas meus sentimentos por mim estão bem melhores.
Foi muito legal ter feito aquela pequena viagem pra Porto Seguro a quinze dias atrás: Me sinto renovada!
Como costuma repetir sempre a minha mãe: "Nada como um dia após o outro!".

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Por que sou assim?


Minhas férias estão acabando e eu aqui nesse ócio deprimente...
Precisava fazer tantas coisas!!
Mas não dou conta de levantar esse meu traseiro gordo e cheio de celulite do sofá...
Que falta de energia! Que vergonha eu sinto de mim mesma!!
Minha casa tá caótica e nojenta, precisava adiantar meu trabalho da pós... se pelo menos tivesse ânimo pra cuidar de mim ou curtir minha filha!!
Mas só como, fico em frente à TV, ou do computador...
Eu não queria ser assim!!! Eu não dou conta de ser diferente!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Culpa de que??

Então de repente eu começo a acreditar que seja culpada por tudo que não está certo ao meu redor... me sinto sozinha porque nunca tive competência para manter minhas relações: nem os amores nem as amizades.
Quando penso nos meus amigos (acredito que ainda são)sei que estão lá vivendo a vida deles. Tá certo que eu nunca fui dada a ficar procurando por eles, mas também minha vida foi seguindo por caminhos diferentes e eles estão em algum lugar... Nunca deixei de amá-los. Mas como sinto falta de estar perto o tempo todo, de ter alguém pra compartilhar as pressões do dia a dia!! E nesse momento não há ninguém assim tão próximo...
Quanto a um homem, um companheiro, na verdade nunca acreditei muito que isso fosse para mim... então penso que tenha planejado que esse cara não existisse. Não me arrependo de não estar com nenhum daqueles que cruzaram meu caminho... acho que não era mesmo pra ser...

E aí a Clara tem dificuldade de se concentrar na escola e isso prejudica seu aprendizado. Precisa de acompanhamento psicológico. E se ela não é feliz? A culpa é minha, pois resolvi que dava conta da educação dela sozinha... será que a figura do pai faz tanta falta? Quando resolvi ser mãe, não pensei nisso... só queria ser mãe e pronto. Estou tão realizada por ter esta filha!!! Será que fui egoísta demais?

Vivo repetindo que tudo o que acontece em nossas vidas é resultado de atitudes que tivemos no passado. Que atitudes será que preciso ter agora para que num futuro próximo esteja mais orgulhosa da minha vida??
Cometi tantos erros assim? O que que nisso tudo é culpa minha e o que é fatalidade, ou destino... Acredito que tenha vários acertos também, mas tenho dificuldade em distingui-los...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

NINGUEM ENTENDE....

Ter sido diagnosticada como bipolar afetiva há uns três anos atrás não me dizia muito.
Não consigo muito aceitar esse meu desequilíbrio emocional como algo fisiológico. Fico me sentindo fraca demais por me abater quando passo por algum momento difícil e me envergonho porque sei que é assim que as pessoas me vêem. Segundo a médica que me atendeu no pronto atendimento ontem, não tenho que me envergonhar, pois isso é uma doença... uma doença provocada pelo fato do meu cérebro não produzir uns tais neurotransmissores que ajudariam a me confortar nas situações difíceis. Ela disse que preciso estar em constante tratamento para que fique mais preparada para esses momentos. Isso significa então que vou ter que fazer uso dessas drogas por resto da vida.E que vou precisar sempre de um acompanhamento psiquiátrico...
Isso não é nem um pouco tranquilo pra mim também.
Agora estou afastada por 15 dias do serviço. A ideia de encarar meus alunos e colegas é profundamente assustadora. Mas vou precisar voltar. E quando voltar, sei que vou deparar-me com os olhares piedosos e palavras de conforto. Sei que são sinceras e por um lado me faz bem saber que consigo ser bem aceita pelo grupo. Por outro lado, ser digna de pena me deixa muito frustrada comigo mesma.
Numa hora dessas mais do que remédio, o que eu sinto mais falta é de amigos. Me sinto muito sozinha. As pessoas que estão em minha volta gostam de mim e se preocupam comigo, mas não estão dispostas a escutarem o que passa pela minha cabeça, pelo meu coração... quando me vêem triste, as pessoas ficam tristes comigo, procuram me consolar como se a minha tristeza fosse apenas pela perda de uma amiga, ou então ficam me lembrando o quanto sou alegre normalmente e o quanto essa alegria faz falta a elas... ficam me dando conselhos tipo: "Não fica assim não! Sua filha precisa de você! Você precisa ser forte!"

Eu não estou assim porque quero... eu não gostaria nunca que a minha filha me visse nessa angustia... e eu por mais que gostaria não sou tão forte assim... me sinto impotente diante do fato de acreditar que tenho feito tudo errado na minha vida. Penso o tempo todo que estou me esforçando tanto pra nada! Sinto que estou correndo tanto e que nunca saio do lugar! E nessa correria, vou deixando de conviver com as pessoas que amo, vou afastando dos amigos que faço, e amigas como a Edna agora e a JÔ no ano passado morrem sem que eu tivesse a oportunidade de compartilhar mais da vida de mulheres tão especiais como eu gostaria, por falta de tempo... o que que eu estou fazendo do meu tempo????