Então de repente eu começo a acreditar que seja culpada por tudo que não está certo ao meu redor... me sinto sozinha porque nunca tive competência para manter minhas relações: nem os amores nem as amizades.
Quando penso nos meus amigos (acredito que ainda são)sei que estão lá vivendo a vida deles. Tá certo que eu nunca fui dada a ficar procurando por eles, mas também minha vida foi seguindo por caminhos diferentes e eles estão em algum lugar... Nunca deixei de amá-los. Mas como sinto falta de estar perto o tempo todo, de ter alguém pra compartilhar as pressões do dia a dia!! E nesse momento não há ninguém assim tão próximo...
Quanto a um homem, um companheiro, na verdade nunca acreditei muito que isso fosse para mim... então penso que tenha planejado que esse cara não existisse. Não me arrependo de não estar com nenhum daqueles que cruzaram meu caminho... acho que não era mesmo pra ser...
E aí a Clara tem dificuldade de se concentrar na escola e isso prejudica seu aprendizado. Precisa de acompanhamento psicológico. E se ela não é feliz? A culpa é minha, pois resolvi que dava conta da educação dela sozinha... será que a figura do pai faz tanta falta? Quando resolvi ser mãe, não pensei nisso... só queria ser mãe e pronto. Estou tão realizada por ter esta filha!!! Será que fui egoísta demais?
Vivo repetindo que tudo o que acontece em nossas vidas é resultado de atitudes que tivemos no passado. Que atitudes será que preciso ter agora para que num futuro próximo esteja mais orgulhosa da minha vida??
Cometi tantos erros assim? O que que nisso tudo é culpa minha e o que é fatalidade, ou destino... Acredito que tenha vários acertos também, mas tenho dificuldade em distingui-los...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
NINGUEM ENTENDE....
Ter sido diagnosticada como bipolar afetiva há uns três anos atrás não me dizia muito.
Não consigo muito aceitar esse meu desequilíbrio emocional como algo fisiológico. Fico me sentindo fraca demais por me abater quando passo por algum momento difícil e me envergonho porque sei que é assim que as pessoas me vêem. Segundo a médica que me atendeu no pronto atendimento ontem, não tenho que me envergonhar, pois isso é uma doença... uma doença provocada pelo fato do meu cérebro não produzir uns tais neurotransmissores que ajudariam a me confortar nas situações difíceis. Ela disse que preciso estar em constante tratamento para que fique mais preparada para esses momentos. Isso significa então que vou ter que fazer uso dessas drogas por resto da vida.E que vou precisar sempre de um acompanhamento psiquiátrico...
Isso não é nem um pouco tranquilo pra mim também.
Agora estou afastada por 15 dias do serviço. A ideia de encarar meus alunos e colegas é profundamente assustadora. Mas vou precisar voltar. E quando voltar, sei que vou deparar-me com os olhares piedosos e palavras de conforto. Sei que são sinceras e por um lado me faz bem saber que consigo ser bem aceita pelo grupo. Por outro lado, ser digna de pena me deixa muito frustrada comigo mesma.
Numa hora dessas mais do que remédio, o que eu sinto mais falta é de amigos. Me sinto muito sozinha. As pessoas que estão em minha volta gostam de mim e se preocupam comigo, mas não estão dispostas a escutarem o que passa pela minha cabeça, pelo meu coração... quando me vêem triste, as pessoas ficam tristes comigo, procuram me consolar como se a minha tristeza fosse apenas pela perda de uma amiga, ou então ficam me lembrando o quanto sou alegre normalmente e o quanto essa alegria faz falta a elas... ficam me dando conselhos tipo: "Não fica assim não! Sua filha precisa de você! Você precisa ser forte!"
Eu não estou assim porque quero... eu não gostaria nunca que a minha filha me visse nessa angustia... e eu por mais que gostaria não sou tão forte assim... me sinto impotente diante do fato de acreditar que tenho feito tudo errado na minha vida. Penso o tempo todo que estou me esforçando tanto pra nada! Sinto que estou correndo tanto e que nunca saio do lugar! E nessa correria, vou deixando de conviver com as pessoas que amo, vou afastando dos amigos que faço, e amigas como a Edna agora e a JÔ no ano passado morrem sem que eu tivesse a oportunidade de compartilhar mais da vida de mulheres tão especiais como eu gostaria, por falta de tempo... o que que eu estou fazendo do meu tempo????
Não consigo muito aceitar esse meu desequilíbrio emocional como algo fisiológico. Fico me sentindo fraca demais por me abater quando passo por algum momento difícil e me envergonho porque sei que é assim que as pessoas me vêem. Segundo a médica que me atendeu no pronto atendimento ontem, não tenho que me envergonhar, pois isso é uma doença... uma doença provocada pelo fato do meu cérebro não produzir uns tais neurotransmissores que ajudariam a me confortar nas situações difíceis. Ela disse que preciso estar em constante tratamento para que fique mais preparada para esses momentos. Isso significa então que vou ter que fazer uso dessas drogas por resto da vida.E que vou precisar sempre de um acompanhamento psiquiátrico...
Isso não é nem um pouco tranquilo pra mim também.
Agora estou afastada por 15 dias do serviço. A ideia de encarar meus alunos e colegas é profundamente assustadora. Mas vou precisar voltar. E quando voltar, sei que vou deparar-me com os olhares piedosos e palavras de conforto. Sei que são sinceras e por um lado me faz bem saber que consigo ser bem aceita pelo grupo. Por outro lado, ser digna de pena me deixa muito frustrada comigo mesma.
Numa hora dessas mais do que remédio, o que eu sinto mais falta é de amigos. Me sinto muito sozinha. As pessoas que estão em minha volta gostam de mim e se preocupam comigo, mas não estão dispostas a escutarem o que passa pela minha cabeça, pelo meu coração... quando me vêem triste, as pessoas ficam tristes comigo, procuram me consolar como se a minha tristeza fosse apenas pela perda de uma amiga, ou então ficam me lembrando o quanto sou alegre normalmente e o quanto essa alegria faz falta a elas... ficam me dando conselhos tipo: "Não fica assim não! Sua filha precisa de você! Você precisa ser forte!"
Eu não estou assim porque quero... eu não gostaria nunca que a minha filha me visse nessa angustia... e eu por mais que gostaria não sou tão forte assim... me sinto impotente diante do fato de acreditar que tenho feito tudo errado na minha vida. Penso o tempo todo que estou me esforçando tanto pra nada! Sinto que estou correndo tanto e que nunca saio do lugar! E nessa correria, vou deixando de conviver com as pessoas que amo, vou afastando dos amigos que faço, e amigas como a Edna agora e a JÔ no ano passado morrem sem que eu tivesse a oportunidade de compartilhar mais da vida de mulheres tão especiais como eu gostaria, por falta de tempo... o que que eu estou fazendo do meu tempo????
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